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segunda-feira, 24 de outubro de 2011



         Nauta Inspiração

A procela voraz da inspiração
Faz mover-se na minh’alma poeta,
Tempestades com ondas inquietas
Sobre o azul do profundo coração.
Treme o mastro gigante da emoção
Nos abrolhos do peito enlouquecido.
Lindos peixes do verso colorido
Dão mergulhos nas águas do sentir,
Pra depois numa estrofe ressurgir
Um poema que vivia escondido.

Lindas ostras do coração poético
Sutilmente me tocam no profundo;
Vejo imagens surgirem num segundo
Desenhando meu espírito estético.
Uma verve sutil do corpo atlético
Faz mover sentimentos abissais
Alguns versos são cores dos corais,
Entre as águas revoltas da poesia
Despertando meu mundo de magia
Transparentes iguais alguns cristais.

Arrecifes mordazes do sensível
São os portos do coração aedo;
Entre as águas do verso meu segredo
Faz minha alma ficar mais acessível.
O meu estro se torna bem visível
Na bandeira feliz do sentimento,
Um poema demonstra o monumento
De verdade, ternura e sutileza,
Aumentando a viagem da beleza
No veleiro sutil do Nascimento.

As imagens nas águas do oceano
São sereias do peito desvendado,
Que mergulham no verso delicado
Entre as cristas do coração humano.
O veleiro não sente o desengano
Nas procelas da verve enlouquecida
A minha alma reserva uma guarida
Na viagem revolta dos sentidos
Onde vivo meus sonhos esquecidos
Sobre os mares poéticos da vida.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011



                      Delírio Lunar

                                                          Rachel Rabelo

Esta noite me abraça com candura,
sinto o vento faceiro do cortejo,
revelando meu corpo de ternura
entre nuvens do doce relampejo.

Pirilampos beijando com doçura
as estrelas do meu sutil desejo.
São carinhos serenos da ventura
numa troca lunar que me protejo.

Sob a cama do verso que me deito,
entregando meu sonho mais perfeito,
me desnudo no orvalho da paixão.

Entre toques noturnos do querer,
sinto a lua luminosa renascer,
os delírios jorrados pelo chão. 

domingo, 9 de outubro de 2011



              Delírios Campesinos

No jardim delicado da natura
Onde a vida se expressa com leveza
Um aroma com lívida destreza
Mostra o mundo da forma bem mais pura
Cada flor sobre a cama da candura
Oferece o seu corpo virginal
Recebendo um abraço natural
Do sereno com toques pequeninos
O perfume dos lírios campesinos
Tem essências de um ser angelical.

Lindos cálices das flores matinais
Formam poços do liquido perfume
Quando é noite o pequeno vaga-lume
Tomam banhos nas águas de cristais.
Colibris fazem vôos divinais
Sobre os lírios de forma magistral
Vê-se um mundo na luz fenomenal
Ofertando seus toques mais grã-finos
O perfume dos lírios campesinos
Tem essências de um ser angelical.

Borboletas de cores encantadas
Sobre os lírios dão beijos delicados
As essências escorem pelos prados
Como fossem levezas de mil fadas.
Lindas flores são todas conquistadas
Ofertando um desejo genital
Até mesmo o tristonho bacurau
Fica alegre e feliz como os meninos
O perfume dos lírios campesinos
Tem essências de um ser angelical.

As abelhas em bandos coloridos
Se escondem sob o cálice das flores
No cantinho praticam mil amores
Demonstrando o prazer pelos zumbidos.
As sementes despertam estampidos
Expressando o seu canto divinal
A natura se estende num varal
Revelando mil sonhos cristalinos
O perfume dos lírios campesinos
Tem essências de um ser angelical.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011



          Campinas dos Desejos

Um sutil beija-flor do sentimento
Com seu bico sereno e pequenino
Leva pingos do sonho cristalino
Do amor escorrendo como alento.
Ele oferta a ternura como invento
Colorindo com paz, suas ações,
Afagando de luz as intenções
Através dos carinhos dos seus beijos
Nas campinas florida dos desejos
Cada afag0 verdeja os corações.

Cada flor que floresce dos carinhos
Tem essências dos beijos inocentes
Os orvalhos dão toques nas sementes
Germinado o amor em torvelinhos
O concriz da paixão surge dos ninhos
Dando vôos, procurando as amplidões,
Os afetos explodem os furacões,
Que despertam nos corpos mil lampejos
Nas campinas florida dos desejos
Cada afag0 verdeja os corações.

As abelhas dos beijos encantados
Buscam o néctar mais puro e suave
Na floresta se escuta cada ave
Sobre a forma dos beijos delicados.
Sabiás com seus cantos refinados
São afagos nos campos das paixões.
Os amores são grandes devoções
Sobre o lago dos plácidos ensejos
Nas campinas florida dos desejos
Cada afag0 verdeja os corações.

Os orvalhos dos beijos carinhosos
Sobre a pele desperta devaneios
Um perfume bucólico dos seios
Incandesce com toques maviosos.
Curvaturas dos corpos engenhosos
Toma banhos na flor das emoções
Os afagos explodem os vulcões
Na montanha dos dúlcidos gracejos
Nas campinas florida dos desejos
Cada afag0 verdeja os corações.

sábado, 24 de setembro de 2011


            
            Louvação Poética

            (Soneto dedicado ao Poeta/Companheiro Gilmar Leite)

O teu verso repleto de beleza,
Decantando meu corpo com carinho,
Tem a luz que fecunda sutileza
Da brancura fantástica de um linho.

Nos detalhes, expõe graça e grandeza!
Um soneto alegrando meu caminho,
Perfumando com ares de certeza
Os desejos libertos desse ninho. 

O teu beijo faz nascer nova flor
E sepulta no chão seco da dor
O retrato sem cor da solidão.

O meu ser com o teu faz melodia;
Um cantar soberano de magia
Que nos cobre com plumas da união.

                                                           Rachel Rabelo

           Conchas de Anjo
                              À poetisa/companheira Rachel Rabelo

Como as pérolas das ostras delicadas
Que residem nas águas cristalinas,
Os teus seios são conchas pequeninas
Enfeitando tuas formas encantadas.

As auréolas são luzes rodeadas
Clareando expressões puras, divinas,
Onde os seios são flores campesinas
Com orvalhos de cores enfeitadas.

Resplandece nas curvas dos teus seios
O fulgor dos jardins quando estão cheios
Dos sutis beija-flores campesinos.

O teu corpo, de formas divinais,
Tem cravado dois plácidos cristais,
Que são dúlcidos montes pequeninos.

                                                                Gilmar Leite

sábado, 10 de setembro de 2011


            
              Cantigas Madrigais
                               À poetisa Rachel Rabelo

As cantigas que pulsam sutilmente
Nas cavernas do meu peito cantante
São serenas toadas delirantes,
Afagando o meu corpo levemente.
As sonatas que beijam docilmente
Sobre a taça da flor do sentimento
Com mil tons delicados como o vento
Sobre a forma da brisa matutina
São imagens da música divina
Que me deixa feliz e mais atento

Os mil sons orquestrados no meu Ser
São carícias nos campos dos sentidos;
As delicias mostrada em sustenidos
Deixam meu coração enternecer.
As sinfônicas canções do alvorecer
Que revelam cantigas magistrais
São sutis como os toques dos cristais
Envolvendo o meu peito musical
Com levezas do acorde natural
Revelando os sentidos matinais.

As cantatas das noites seresteiras
Embaladas de doces acalantos,
São canções de mamãe soltando cantos
Balançando os meus sonhos altaneiros!
Os delírios dos beijos primeiros
Na sutil melodia das paixões,
São cantigas dos loucos corações
No compasso dos beijos e afagos
Despertando nos corpos lindos lagos
Com cascatas febris das sensações.

As melódicas vozes dos carinhos
Embaladas nos cantos dos amantes,
São fulgores dos lindos diamantes
Cintilando canções em burburinhos!
As toadas brilhando nos caminhos
Duma orquestra de pássaros pequenos
Se misturam com os plácidos serenos
Nas auroras dos tempos invernais
Despertando no peito mil pardais
Na seresta dos sonhos tão amenos.

domingo, 21 de agosto de 2011



        Fantasmas da Sequidão

Grandes tochas de fogo no nascente
Mostram brasas queimando sobre a terra
Num calor infernal que nunca encerra
Pela força do raio incandescente
Um tenor sabiá de voz dolente
Solta um canto do fundo coração
A paisagem que surge no verão
Amedronta com mórbidos facheiros
Entre cactos, juremas, marmeleiros,
Arde o sol pra queimar todo o sertão

Sobre o corpo terra uma ferida
Mostra um velho açude calcinado
Uns garranchos pendidos no roçado
São resquícios de que já houve vida.
Cada bicho procura uma guarida
Assustado, temendo a sequidão,
O fantasma da seca racha o chão
Que resseca até mesmos os umbuzeiros
Entre cactos, juremas, marmeleiros,
Arde o sol pra queimar todo o sertão

Uma velha braúna se declina
Estendendo seus galhos ressequidos
Na caatinga se escuta mil gemidos
Nos agouros das aves de rapina
Um cansado cavalo meche a crina
E caminha buscando uma direção
Velhas aves entoam uma canção
Como o canto dos loucos prisioneiros
Entre cactos, juremas, marmeleiros,
Arde o sol pra queimar todo o sertão

As juremas se parecem retirantes
Alguns cactos fantasma da miséria
Marmeleiros padecem na matéria
São imagens de cenas horripilantes.
Seca a face dos poucos habitantes
Morre o sonho sentindo a sequidão
Cada planta emurchece sobre o cão
Como imagens de lânguidos guerreiros
Entre cactos, juremas, marmeleiros,
Arde o sol pra queimar todo o sertão.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011




           Homenagem II

Foi bonito o poema que mandaste
Descrevendo as belezas do sertão
Cada verso que aqui cadenciaste
Imitou o bater do coração
Como fosse a cantiga de um Cancão
Entoaste detalhes de beleza
Som de métrica nobre e singeleza
Aflorando com tal simplicidade
Que grandeza! Que versos! Que verdade!
Que detalhes sutis! Que natureza!


                  Greg Passos e Lamartine Passos
                   Poetas e compositores