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quarta-feira, 21 de julho de 2010


Viajar ao Pajeú das Flores, conhecendo os lugares certos e tendo as companhias poéticas que eu sempre tenho, é compartilhar de uma jornada sensível aos recantos mais sublimes dos sentidos. Passei 12 dias entre o Pajeú Pernambucano e o Cariri Paraibano, embevecendo-me da mais autêntica poesia feita com profundidade e sabedoria. Conviver com poetas como Zé de Cazuza (patrimônio poético nacional) e outros tantos ( fica impossível citar todos), é de uma experiência estética única e sem dimensões para narrá-la aqui. As fotos dos momentos únicos e o poema logo abaixo é um pouco da carga intensa de conviver com pessoas que fazem da alma poética o sentido da vida.

              Jornada Sensível

                                           À poetisa Rachel Rabelo

A minha alma tem luzes matinais
Como o sol que aparece no horizonte;
O meu peito poético é uma ponte
Pra levar os meus versos madrigais.
Sempre faço dos sonhos de cristais
Transparências das minhas atitudes,
Procurando alcançar as altitudes
Dos valores humanos mais divinos,
Onde os atos de afetos cristalinos
São os beijos pra grandes plenitudes.

Sempre busco levar meu sentimento
Sobre a forma do verso delicado,
Onde a luz do sensível é meu reinado
Governando com nobre encantamento.
Eu procuro mostrar meu monumento
Sobre a forma da flor da gentileza;
Ofertando do peito a sutileza
Dos orvalhos pingando transparência,
Sobre as pétalas sutis da consciência
Onde a vida se mostra com beleza.

Caminhar nas estradas do sensível
Sempre foi meu trajeto rotineiro;
Todo passo me deixa bem maneiro
Onde às vezes percebo o invisível.
Cada sonho eu procuro ser possível,
Transformá-lo na luz da comunhão,
E plantar no jardim do coração
As sementes do meu verso singelo,
Onde a flores do sentimento belo
Abram pétalas com beijos da união.

Quando deito nas plumas do meu sono
Sempre encontro a leveza querubim,
Pois meus sonhos são flores do jasmim
Quando surgem bem antes do outono.
Cada verso que faço, mostro um plano,
Projetado com gestos de humildade,
Onde a luz da sutil simplicidade,
Solta brilhos no céu da consciência,
Clareando a floresta da existência,
Revelando o meu mundo de verdade.

terça-feira, 29 de junho de 2010

              Um Ser de Flor

                                   À Anaflor Leite...Um sonho possível

Eu sonhei no jardim do paraíso
Onde flora a beleza da existência,
Vi a flor exalando a pura essência
Sobre a forma divina dum sorriso.
Dum pequeno botão lindo e preciso
Eclodia um Ser de singeleza,
Era Deus revelando a natureza
Duma flor perfumada de esperança,
Onde as pétalas sutis do Ser criança
Encantava a minha alma de beleza.

Eu fiquei contemplando o Ser divino
Exalando seu mundo de inocência
Os orvalhos cristais da transparência
Cintilavam no rosto pequenino.
O seu jeito delicado e cristalino
Expressava da vida a flor ternura,
Cada planta se curvava com brandura
Ofertando respeito e reverência,
Onde os galhos sutis da consciência
Tinham Deus na divina criatura.

Até mesmo o uirapuru cantador
Seresteiro que cala os outros cantos
Sobre o galho calou-se com encantos
E ficou contemplando o Ser de flor.
Na floresta formou-se um esplendor
Ao redor da divina criação.
A cascata parou sua canção
E ficou sobre a rocha enternecida,
Vendo a flor ofertando a luz da vida
Através dum divino coração.

Um sutil vaga-lume reluzente
Ofertava os fulgores à criança;
Do meu peito brotava a esperança
Me deixando feliz e mais contente.
Compreendi a grandeza da semente
Quando brota e depois revela a flor.
Vi que a vida se mostra com amor
Entre os ramos floridos da pureza,
Da criança exalando sutileza...
Uma aurora espargindo seu fulgor.

quinta-feira, 17 de junho de 2010


Após ter escutado os dois primeiros cds e o dvd da entrevista/cantante do "uirapuru" do Amazonas, o grande amigo Antonio Pereira, relembrei quando estive na Amazônia (Roraima) e dormi em plena selva, sendo acordado na madrugada, vendo os primeiros raios do sol entrando pelas brechas das árvores gigantes, formando um lindo leque numa aurora de cores reluzentes, embalada pelos cantos das aves amazonenses. Isso tudo, levou-me também à minha aldeia no Pajeú das Flores; na minha época de menino entre as árvores da caatinga, vendo outra tipo de fauna e de flora, com sua beleza singular e seu madrigal encantador. Esses momentos entraram no meu sensível e acenderam a tocha da inspiração, fazendo eu escrever os dois sonetos abaixo.

             Lirismo Bucólico


Nos cristais reluzentes dos orvalhos...
E nas pétalas da flor sofisticada,
Borboletas da cor mais delicada
Trocam beijos, depois pousam nos galhos.

Entre as sombras dos plácidos carvalhos
Um sutil colibri de cor dourada,
Guarda essência pra linda namorada
E as asas sutis como agasalhos.

Uma abelha dourada no vergel
Busca as flores que têm o puro mel
Pra ofertar ao parceiro com ternura.

Nesse mundo encantado de lirismo
Cada ser da natura é o romantismo,
Onde Deus se revela criatura.




        Madrigal de Comunhão


Sob as cores fantásticas da aurora
Vejo o sol desenhando seus fulgores
E os dourados pequenos beija-flores
Dando vôos delicados sob a flora.

Minha vida desperta sem demora
Exalando do peito meus primores,
Ofertando nos versos esplendores
Como o brilho do sol por trás da amora.

Encantado com o brilho da manhã
A minha alma é tocada pela lã
Das gotículas da chuva orvalhada.

Num delírio de cores sem ter fim
Sinto um mundo floral dentro de mim
Sob os beijos da aurora revelada.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Depois de uma tarde tranquila, após a leitura de três capitulos do livro "A natureza" do filósofo Merleau-Ponty, de ouvir o cd "Blader Runner" de Vangelis, das lindas canções e temas instrumentais de  Marcus Viana e dos poemas Árabes declamados na voz doce de Letícia Sabatela, a inspiração veio de mansinho, como um dourado colibri, tocou a flor do meu ser sensível de forma leve e carinhosa e fez-me fazer o singelo poema logo abaixo.

            Jardim Onírico

Uma flor delicada e sorridente
Ofertou o seu perfume ocultado
Com um cheiro sutil, sofisticado,
Refulgindo o fulgor aurifulgente.
Eu fiquei num estado envolvente
Pela essência da planta pequenina,
Ofertando a gotícula cristalina
Sobre a forma sublime do perfume
Onde a vida com brilho logo assume
Seu formato na tela mais divina.

Eu deitei meu sensível coração
Sobre as pétalas fantásticas da flor
E senti no meu peito o puro amor
Entoando uma plácida canção.
Sobre o cálice ouvi uma oração
Escorrendo gotículas de orvalhos;
Vi Jesus solfejando entre os galhos
Uma música com pingos de humildade,
Escorrendo correntes de bondade
Irrigando de amor belos carvalhos.

Abracei com ternura a linda flor
Ofertando o meu peito de presente
Vendo a vida brotando da semente
Entre as brechas do riso multicor.
Eu brinquei com menino encantador
No jardim delicado da existência,
Onde a flor da divina consciência
Abre as pétalas durante as auroras,
E derrama perfumes sem demoras
Onde a vida se mostra com fluência.

Como um dócil e pequeno cuitelinho
Dei mil beijos nas pétalas da flor
E senti no meu peito o seu sabor
Envolvendo minh'alma de mansinho.
Sobre o cálice da flor eu fiz um ninho
Tendo as plumas dum lindo beija-flor;
Tive os braços sedosos do amor
Numa noite de sonhos reluzentes
Vendo Deus nos beijos envolventes
Clareando o meu peito sonhador.

domingo, 13 de junho de 2010

Ps: Hoje, logo cedinho, deitado em meu quarto, ouvindo o cd novo (2010) de Amaury Falabella, o qual tem a participação do amigo/irmão Antonio Pereira, senti uma brisa suave entrar pela janela, acompanhada do canto de um bem-te-vi madrigal. Tomado pela música e pelo ambiente, lembrei-me da minha infância e da minha mãe, daí a verve catucou meu peito e saiu o soneto logo abaixo.

               Recordação

Hoje cedo uma brisa carinhosa
Deu-me um beijo de forma bem singela,
Eu lembrei-me mamãe plácida e bela
Me acordando na flor da minha aurora.

Recordei-me da sua voz canora
Pela música que vinha da janela,
Era um bem-te-vi de cor amarela
Parecendo mamãe, tão maviosa.

Eu fiquei repousando no meu canto,
Relembrando no peito o acalanto
Que mamãe entoava pra eu dormir.

E envolvido na aurora do passado
O meu peito mergulha extasiado,
No pretérito, fugindo do porvir.

quarta-feira, 26 de maio de 2010


              Infância No Pajeú

                                              Ao poeta/amigo Dirceu Rabelo

Lembro bem do meu tempo de menino
Sobre as margens do “Pajeú das Flores”,
Quando olhava os sublimes esplendores
Aumentando o meu sonho pequenino.
Era um tempo feliz e cristalino
Tendo a frente às águas da esperança;
Mergulhava o meu mundo de criança
Na corrente sutil da inocência,
Vendo as águas cristais da consciência
Sobre o leito da vida numa dança.

Eu saltava da ponte da bondade
Sobre as águas do meu mundo de sonhos;
Mergulhava nos versos bem risonhos
Dos poetas com cantos de verdade.
Eu buscava encontrar profundidade
Sob as águas do rio da fantasia;
Encontrava as correntes de poesia
Nos remansos de versos encantados,
E fazia dos braços muitos nados
Pra cruzar o meu mundo de magia.

Lembro bem do meu corpo bem maneiro
Flutuando nas águas cristalinas,
Vendo mil borboletas pequeninas
Disputando uma flor de puro cheiro.
Um soneto de Jó leve e faceiro
Balançava na pétala de uma flor,
Derramando os orvalhos do amor
Sobre o cálice da lírica saudade;
Esse tempo bucólico que me invade
São lembranças dum mundo sonhador.

Sobre a tela da mente sempre vejo
Eu menino, fazendo pescarias,
Meu anzol só pescava as poesias
Para encher o meu peito sertanejo.
No meu Ser o relâmpago em lampejo
Lembra as noites de inverno no sertão;
O meu peito estremece com trovão
Relembrando o passado da infância,
Agitando a minha alma numa ânsia
Pelo sonho que traz recordação.

terça-feira, 25 de maio de 2010


            Sonho Beija-Flor

                            Ao amigo Moal Junior

Hoje cedo um pequeno beija-flor,
Delicado, pousou sobre meu sonho,
Vinha leve, feliz e bem risonho,
E trazendo uma pétala de amor.
No seu bico a grandeza do valor
Derramava os orvalhos da bondade;
A virtude emanava de verdade
Os valores na forma de perfume,
Dando luz ao pequeno vaga-lume
Para ser uma eterna claridade.

O sutil passarinho delicado
No meu sonho pousou a esperança,
E beijou a minha alma de criança
Me deixando no estado imaculado.
O seu cândido beijo perfumado
Penetrou no céu da consciência;
Eu senti mil sabores da essência
Escorrendo do bico pequenino,
Era a vida mostrando o Ser divino
Clareando o jardim da existência.

Nesse instante fiquei extasiado
Pelo beijo do dócil cuitelinho
Que senti está num plácido ninho
Tendo o afago do corpo emplumado.
O sutil colibri do amor sagrado
No meu sonho beijou com sutileza
E mostrou no seu gesto a natureza
Quando é feita com atos de virtudes
Seu poder vence várias plenitudes
E transcende da vida só grandeza.

No meu sonho o pequeno beija-flor
Se mostrava um gigante de valores
Parecendo os impávidos condores
Que atravessam a linha do Equador.
O dourado emissário, com fulgor,
Do seu bico pingava o sentimento.
O respeito era o nobre alimento;
Sempre a luz das mais plácidas ações
Atingindo os sensíveis corações;
Tendo o amor clareando o ensinamento.

domingo, 23 de maio de 2010



          “Pajeú das Flores”

                                           Ao poeta Dedé Monteiro 

Oh! Meu lírico “Pajeú das Flores”,
Teu jardim encantado de poesia
As abelhas do verso e da magia
São os nobres poetas cantadores.
No teu cálice poemas multicores
Mostram verves beijando a sutileza;
Sobre as pétalas sutis da natureza
Onde estão os perfumes delicados
Dos poetas que são seres alados
Dando vôos sobre o campo da beleza.

Sobre a seda das flores perfumadas
Lindos versos exalam seus odores
Que são pingos dos dedos trovadores
Com fragrâncias sutis, sofisticadas,
Os poemas são gotas orvalhadas
Entre os ramos febris do coração
Dum poeta que canta uma canção
Perfumada com tons de singeleza
Despertando na calma natureza
O bucólico mundo de Cancão.*

Borboletas azuis em seus bailados
Entre as cordas dum sábio menestrel
São os versos suaves como mel
Nos acordes dos cantos improvisados.
Colibris pequeninos e dourados
São palavras poéticas reluzentes
De poetas plantando mil sementes
Sobre o campo sensível dos sentidos
Pra deixar lindos sonhos coloridos
Sobre as margens do rio em vertentes.

Lindo mundo do “Pajeú das Flores”
São voláteis os versos encantados
Os teus cantos nos deixa perfumados
Pelos versos floris dos cantadores
Teus poetas revelam mil fulgores
Do jardim delicado da existência
Onde a vida revela com fluência
O perfume sublime da poesia
Despertando os sentidos com magia
E mostrando a beleza em sua essência.

* Cancão: João Batista de Siqueira - Poeta de São José do
   do Egito, Pe. Sua poesia de forma sofisticada pintou a pai-
   sagem sertaneja com todas as cores. Neste blog tem um
   poemas dele. Está no arquivo

quinta-feira, 20 de maio de 2010



                    Pajeú Imortal

Rio lendário dos grandes menestréis
O berçário do reino da poesia
Onde os versos são flores que extasia
Das violas aos folhetos de cordéis.
Os poetas são mestres bem fiéis
Decantando teu reino de beleza
Onde a força da grande natureza
É mostrada nos versos de improviso
Expressando do peito um paraíso
Revestido de grande realeza.

Tuas águas escorrem o sentimento
Dos poetas bucólicos, campestres,
Velhos vates são pássaros silvestres,
Que no verso faz nobre sacramento.
Cantadores fizeram um juramento
De jorrar a beleza no teu leito
Onde a fonte cristal que tem no peito
Nunca seca a corrente da poesia
Transbordando com cantos e magia
As ribeiras do verso mais perfeito.

Sempre vejo nas margens verdejantes
Lindos bandos das aves cantadeiras
Disputando um cantinho nas ribeiras
Pra beberem os poemas fulgurantes.
As juremas com galhos tremulantes
Têm os ecos de antigas cantorias
Beija-flores carregam com magias
Os segredos dos versos delicados;
Os orvalhos dos cantos mais sagrados
Cintilantes escorrem em sinfonias.

Imortal, nobre “Pajeú das Flores”,
Tua história foi feita de poesia
No teu leito transborda a melodia
Das cantigas dos mestres cantadores.
Os poetas são plácidos pintores
Desenhando teu curso na história
Registrando nos cantos a memória
Com os traços sutis do sentimento
Te fazendo gigante monumento
Onde os versos enfeitam tua glória.

domingo, 9 de maio de 2010



Lágrimas de Deus

Os serenos cristais da madrugada
Que nas flores cintilam sutilezas
São imagens com mil delicadezas
Desenhadas no corpo da alvorada.
Cada gota na flor sofisticada
Tem purezas dum anjo querubim;
Lindos pingos brilhando no jardim
Vão pra face de nobres prometeus
Os orvalhos são lágrimas de Deus
Sobre a taça purpúrea do jasmim.

Escorrendo nas folhas verdejantes
Dando beijos nos ramos delicados
Germinando amores mais sagrados
Abraçando as verdades triunfantes.
As gotículas das águas fulgurantes
Que dos céus aparecem sem ter fim
São sutis como o toque dum clarim
Solfejando nos montes Pirineus
Os orvalhos são lágrimas de Deus
Sobre a taça purpúrea do jasmim.

Um ligeiro e dourado beija-flor
Com seu bico sutil e pequenino
Guarda o pingo do liquido cristalino
Pra ofertar com ternura ao seu amor.
Cada pétala desperta um esplendor
Da natura que mostra o seu festim;
Vê-se Deus num sorriso de marfim
Sobre as flores tocando os gineceus
Os orvalhos são lágrimas de Deus
Sobre a taça purpúrea do jasmim.

Borboletas azuis em passarelas
Tomam banhos nos plácidos orvalhos
Lindos pingos cristais caem dos galhos
Revelando paisagens de aquarelas
São instantes das cores mais singelas
Sobre os tons delicados de cetim;
Cada pingo parece um querubim
Escorrendo dos olhos dos ateus;
Os orvalhos são lágrimas de Deus
Sobre a taça purpúrea do jasmim.

Ps: o mote é meu

domingo, 2 de maio de 2010


Mãe

À minha mãe Rita Leite (em memória)

Mãe, eterna flor; lírio da campina!
A essência mais pura dos humanos,
A tua alma é maior que os oceanos
E os teus beijos têm brisa cristalina.

Tu és a forma mais plácida e divina
Exalando o amor, que é soberano;
Nosso Deus fez de ti um lindo plano
Que é teu útero, luz tão pura e fina.

Teus carinhos, cobertos de acalantos,
Faz a vida entoar os belos cantos
Onde o pranto se acaba num sorriso.

Tu és de Deus um poema universal!
Do teu peito o amor transcendental,
Mostra a vida, num lindo paraíso.

sexta-feira, 30 de abril de 2010



Lírio da Inocência

Sobre o cálice da vida perfumada
Onde o néctar revela seus primores
Os pequenos dourados beija-flores
Tomam banho na flor mais orvalhada.
A pureza da cor bem delicada
Abre a pétala mostrando sua essência
A candura do amor mostra excelência
Exalando o perfume da esperança
No jardim encantado da criança
Encontramos o lírio da inocência.

Na criança floresce a flor mais pura
No jardim encantado do seu riso
Demonstrando o fulgor do paraíso
Que se mostra com plácida candura.
O perfume que exala com ternura
Vem da flor delicada da existência
Exalando do céu da consciência
O amor, a bondade, numa trança,
No jardim encantado da criança
Encontramos o lírio da inocência.

É um Ser pequenino, de grandeza;
A semente encantada do mistério;
Quando brota demonstra nobre império
Revelando o fulgor da natureza.
O seu brilho demonstra só nobreza,
Não se afirma com fúria insistência;
Seu amor sempre escorre com fluência
Entre os galhos da vida numa dança;
No jardim encantado da criança
Encontramos o lírio da inocência.

Nós adultos, cobertos de defeitos,
Com punhais apontados para o mundo,
Não vivemos na luz o bem profundo
Pois corremos caminhos imperfeitos.
Rodeados de loucos preconceitos
Somos cegos na luz da existência;
Basta olhar a criança na essência
Exalando a bondade com pujança;
No jardim encantado da criança
Encontramos o lírio da inocência.

Ps: o mote é meu

quinta-feira, 29 de abril de 2010



Cacimba do Riso
                             À Ana Paula Queiroz
A cacimba do teu queixo delicado
Tem as águas serenas da ternura,
Onde brota da fonte doce e pura
O sorriso do teu rosto encantado.

Nela eu vejo um poema encarnado
Se abrindo com plácida candura,
Exalando a essência da brandura
Como o beijo de um colibri dourado.

Cada vez que tu mudas de expressão
Os meus olhos deliram com a visão
Vendo as águas brotando do sorriso.

Nela e vejo a corrente mais divina
Transbordando teu rosto de menina
Onde o belo tem a cor do paraíso.

quarta-feira, 28 de abril de 2010



Oferenda de Afetos
                                       À amiga Petrucia Nóbrega
Ofereço os meus versos delicados
Como afetos da minha alma de poeta,
Pra teu Ser que com brilho arquiteta
Os caminhos por muitos alcançados.

Eu desejo que teus sonhos projetados
Pelo brilho da tua alma inquieta,
Sejam sempre percursos para meta
Onde os passos serão realizados.

Peço a vida que te dê sempre fulgores
Espargindo perfumes de amores
Com sabores que a todos nós invade.

Nessa data que marca o teu rebento
Ofereço o fulgor do sentimento,
Dos meus versos com luzes de humildade.

segunda-feira, 26 de abril de 2010


Leveza de Menina

                                   A doce poetisa Telma Romão

Poetisa... Leveza de menina...
Uma aurora na luz do sentimento,
A poesia na graça do rebento
Se mostrando de forma cristalina.

Generosa, com mágica divina,
Faz da vida um eterno nascimento,
Encantando num plácido momento
Como o sol quando surge na colina.

Tu expressa um jardim de mil ternuras!
Sempre exalam do Ser, essências puras,
E a beleza de luz que aurora traz.

Sempre leve tal qual a brisa mansa,
O teu riso de leve se balança
Entre as plumas do rosto, sempre em paz.

sábado, 24 de abril de 2010



Sentimento Humanista
                                         Ao amigo Walter Pinheiro
Fazer o bem! Ser luz na escuridão!
Levar sempre palavras de amor;
Ofertar o perfume que há na flor
E fazer do caminho o coração.

Procurar construir sempre a união
Com afetos dum doce beija-flor;
Ter carinhos sobre as fendas da dor
Abraçar com as plumas do pavão.

Ofertar as auroras de um sorriso!
Ter no peito manhãs do paraíso,
Se na vida, queremos esperança.

Sendo assim, novo mundo, nova luz,
Em cada canto um riso de Jesus
E na vida o afago da criança.

sexta-feira, 23 de abril de 2010



Pilares do Respeito

O arquiteto que pense construir
Um palácio de gótica beleza
Pro amor ser a nobre realeza
Onde a vida se mostre a florir.
Lembre logo no seu solo erigir,
Um alicerce com plácido valor
Onde a ética seja o construtor
Elevando a parede do seu peito
Os pilares sagrados do respeito
São as bases sublimes para o amor.

Lembre bem de fazer da moradia
Um lugar onde a vida não padece
Respeitar é o bem que sempre cresce
Como o sol quando surge a cada dia.
Um projeto de grande maestria
Onde o vida é o nobre morador
Necessita de zelo e de fulgor,
Onde o quarto do amor seja perfeito
Os pilares sagrados do respeito
São as bases sublimes para o amor.

Cada par de areia que é jogada
Para erguer o palácio dos amantes
Tem que ter o fulgor dos diamantes
No colar da moral iluminada.
Na parede será bem desenhada
O altruísmo com um riso doador;
Cada canto vai ser acolhedor
Onde a vida terá um doce leito,
Os pilares sagrados do respeito
São as bases sublimes para o amor.

quinta-feira, 22 de abril de 2010


Coerência... Justiça...Verdade

Quando a flor do bem mostra a virtude
Exalando da vida o seu perfume
Sobre a mente fulgura um lindo lume
Com reflexos que mudam a atitude.
A clareza do amor na infinitude
Fertiliza os jardins da liberdade
Onde as águas da paz e da bondade
Soltam pingos de vida com essência
A justiça, a virtude e a consciência
São os lírios nos campos da verdade.

Belas flores mostrando gentilezas
Transformando palavras em atitudes
Seus olores alcançam plenitudes
Perfumando com mil delicadezas.
O seu pólen procura as correntezas
Pra plantar o bem com profundidade
Germinando a futura humanidade
Onde o amor seja o fruto da existência
A justiça, a virtude e a consciência
São os lírios nos campos da verdade.

Sobre o cálice da flor mais perfumada
A justiça mostrará o seu valor
Onde a luz do poder será o amor
Sobre a haste da lei equilibrada.
A virtude será disseminada,
Sobre os campos da fértil probidade
Cada ação buscará fecundidade
Sobre o solo onde exista coerência
A justiça, a virtude e a consciência
São os lírios nos campos da verdade.

quarta-feira, 21 de abril de 2010



Coração Livre


Meu coração jamais será acorrentado
Como um recluso na perpétua prisão,
Sofrendo o tédio da cruel dominação
Sem esperança de um dia ser libertado.

Meu sentimento jamais vai ser algemado
Pela vontade de uma louca obsessão,
Que imagina poder prender meu coração
No calabouço de um viver tão limitado.

Podem fechar-me num confuso labirinto
Que acharei a porta através do que sinto
Porque meu peito me guia com precisão.

Meu coração tem as asas da liberdade
Para voar nos verdes campos da vontade,
Sem temer fortes ventos da desilusão.

sábado, 10 de abril de 2010






A Virtude Plantada Com Carinho

Ao cantador amigo/irmão Antonio Pereira

Adubar o terreno da união
Irrigando as sementes do respeito
Um jardim vai surgir dentro do peito
Florescendo o fulgor do coração.
A semente sutil da comunhão
Vai brotar um roçado de verdade
Cada planta vai ser sinceridade
Afastando o rancor do seu caminho
A virtude plantada com carinho
Faz brotar a semente da bondade.

Cada grão brotará com mais vigor
Florescendo a campina do altruísmo
Acabando o deserto do egoísmo
Na floresta encantada do amor
Cada galho será um doador
Estendendo seus ramos com vontade
Ofertando o florir da liberdade
Como plumas de um delicado ninho
A virtude plantada com carinho
Faz brotar a semente da bondade.

Lindas plantas do solo humanista
Brotarão como sedas delicadas
E serão pro amor grande moradas
Onde a vida brotará da conquista.
A certeza estará na grande lista
Da esperança de luz da humanidade
Cada planta do bem será verdade
Recebendo o afago em burburinho
A virtude plantada com carinho
Faz brotar a semente da bondade.

Jesus Cristo do chão se fará vida
Estendendo seus braços delicados
Onde os sonhos serão ramificados
Pelos galhos da paz enternecida.
A corrente do amor será fluída
Entre as plantas da solidariedade
Onde a luz do respeito logo invade,
Para abrir com amor o seu caminho
A virtude plantada com carinho
Faz brotar a semente da bondade.

terça-feira, 6 de abril de 2010


                     Alma Leve

Como as plácidas plumas do pavão
A minha alma repousa na leveza,
Onde a vida me beija com fineza
Afagando com lã meu coração.

Como os toques suaves da canção
Dos canários com tons de sutileza,
O meu Ser canta com delicadeza
Despertando do peito o coração.

A minha alma na pluma do veludo
Mostra o verso num cálido escudo,
Protegendo meu peito da maldade.

Como o sonho brincante da criança
A minha alma de leve se balança,
Entre os galhos da minha liberdade.

sábado, 3 de abril de 2010



Na Beira do Mar

Dei beijos na brisa do mar cristalino
Toquei no profundo das águas latentes
Senti as sereias com cantos dolentes
Perdidas nas ondas, chorando o destino.
Vi o brilho fulgente do meigo menino
Catando conchinhas num leve buscar
As ondas surgiam num lindo bailar
Deixando as espumas nas alvas areias
Banhando de branco fidalgas sereias
Chorando e cantando na beira do mar.


Na beira do mar vi ostrinhas pequenas
Sutis borboletas com asas de sedas
Beijar o veludo das ondas mais quedas
Trocando caricias nas águas serenas.
O mar demonstrava mil cores amenas
Pintando o horizonte com tons de encantar
O nauta veloz, como um deus do lugar,
Saltava no barco, partia ligeiro,
Sentado no banco do velho veleiro
Olhava os amores na beira do mar.


Crustáceos pequenos saltavam felizes
Em bandos brincavam na beira da praia
Espumas bordadas da cor de cambraia
Mostravam do mar belíssimos matizes
As ondas surgiam em leves deslizes
Tocando nos corpos num doce beijar
Pequenas gaivotas no céu a voar
Num lindo balé enfeitavam o espaço
Pintando de branco, fazendo seu traço,
Deixando mais plácido a beira do mar.

sexta-feira, 26 de março de 2010


Origem Sertaneja

Eu nasci numa tarde de verão,
Num calor escaldante, abrasador,
Minha mãe contorcia-se de dor,
Que subia o pulsar do coração.
A paisagem deserta do Sertão
Revelava um ocaso no momento,
Um crepúsculo vermelho, sangrento,
Parecia que o sol sofria um enfarto,
Minha aurora despertava no quarto,
Pra mostrar toda luz do nascimento.

 
Nasci com cheiro da terra nordestina,
O vigor resistente da braúna,
O cantar afinado da graúna,
A carícia dos ventos, na campina.
Minha escola foi “Dona Severina”,
Sertaneja que tinha a face rude;
Batizaram-me com águas do açude,
O meu pai escolheu o primeiro nome,
Minha mãe nunca fez eu passar fome,
O seu leite foi que me deu saúde.

Eu cresci na caatinga sertaneja,
No chão seco, correndo no cascalho,
Pastorando as ovelhas com chocalho,
Dando passos campestres, na peleja.
Ouvi preces dizendo: “Deus proteja
Pra não ser mais um ano sem inverno”.
O Sertão sem chover é um inferno,
Falta milho e feijão, falece o pasto;
O campônio, ao ver seu roçado gasto,
Sente n’alma um cruel verão interno.

Tomei banhos no Rio Pajeú,
Dei mergulhos nas águas bem barrentas,
Sem temer correntezas violentas
Nem espinhos que há no mandacaru.
Comi pinha, melão, manga e caju;
Na caatinga, fui rápido vaqueiro,
Tangi cabras pra dentro do chiqueiro,
Solfejando, nos lábios, um baião,
Demonstrando um caboclo do Sertão
Que tem cores do povo brasileiro.

Trago, desde a infância, as cantorias,
Ecoando no meu ser com ternura,
Onde mostro a autêntica cultura,
Num lirismo com flores de poesias.
Gonzagão, através das melodias,
Despertou minha nordestinidade,
Revelando a cor da brasilidade,
Num painel cultural que há na arte,
O qual leva, pra toda e qualquer parte,
A grandeza da minha identidade.

domingo, 14 de março de 2010

O poema logo abaixo é dedicado ao amigo Antonio Pereira.
O Cantador/Uirapuru da Amazônia

Meu Canto Uirapuru

O meu canto uirapuru
É suave como a flor
Tem a pétala do amor
O fulgor do riso nu.
Nele mostro o sonho azul
Deixando em silêncio a mata
Com acordes em cascata
Escorrendo dos meus dedos
Mostrando sutis segredos
Num concerto em sonata.


O meu canto igarapé
Com seu brilho cristalino
Tem pureza de menino
A grandeza de um pajé.
Nele mostro a flor mulher
Exalando mil encantos
A floresta com seus cantos
A bravura dos guerreiros
A força dos curandeiros
E os doces acalantos.


O meu canto tem mistério
Do coração da floresta
Cada tom tem uma aresta
Onde o amor é o império.
A beleza eu levo a sério
Na minh’alma enternecida.
Meu cantar tem a partida
Nas águas da esperança
Levando a flor da criança
Na correnteza da vida.

quarta-feira, 3 de março de 2010


Sonho Bucólico

Eu tive um sonho florido
Nas campinas do sertão,
Que tocou meu coração
Deixando-o enternecido.
Vi a flor num estampido
Com o beijo dum colibri,
Fazendo a pétala se abrir
Pra o bico do passarinho,
Levar com terno carinho
Pequenos grãos do porvir.

Eu vi no sonho encantado
As douradas borboletas,
Fazendo mil piruetas
Num balé bem refinado.
Vi um concriz num dobrado
No alto de um umbuzeiro,
No seu cantar seresteiro,
Seduzindo o seu amor,
Fazendo até mesmo a flor,
Dobrar-se ao canto faceiro.


Vi sutis gotas de orvalhos
Descendo dos arvoredos,
Pra caírem nos rochedos
Despedindo-se dos galhos.
Juritis feito agasalhos,
Usavam as plumas do peito,
Pra cobrir com doce jeito
O filho implume desnudo,
Onde a pena era o veludo
Pra o conforto do seu leito.


Vi nas flores perfumadas
As abelhas num vergel,
Procurando o doce mel
Entre as pétalas delicadas.
Sobre as telhas afastadas
Um pequeno rouxinol,
Dizia pra mim que o sol
Vinha escurecer o sonho,
Pra deixar meu ser tristonho
Na súplica dum arrebol.