Yasmim Yone
Yasmim
Flor
Foi
num sonho feliz e encantado
Caminhando
num plácido jardim,
Que
encontrei a serena flor Yasmim
Com
seu rosto sutil e delicado.
Sua
pele de tom esbranquiçado,
Fez
lembrar a beleza do jasmim,
E
seu jeito infantil, um querubim,
Onde
a bela criança é um reinado.
Entre
as pétalas secretas da inocência
Uma
rosa mulher de rara essência
Exalava
o odor da sedução.
No
meu sonho eu vi um beija-flor
Entre
as flores, voando com amor,
Pra
mostrar de Yasmim o coração.
Gilmar Leite
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domingo, 5 de fevereiro de 2017
sábado, 24 de dezembro de 2016
Natalina
Lembrança
É
natal! Noite luz do nascimento
Do menino
Jesus, amor infindo,
A
esperança renasce refulgindo
Bela
crença de paz no sentimento.
Como
Augusto no mórbido tormento
Entre
as sombras do triste tamarindo,
No
natal o meu peito não está rindo
Pela
falta de mãe neste momento.
Mas
a vida é presença e é ausência;
E no
peito fulgura a consciência,
De
um amor que renasce a esperança.
E é
por isso que Rita Leite é vida!
O
seu riso jamais é despedida;
Pois
é luz natalina na lembrança.
Gilmar Leite
terça-feira, 13 de dezembro de 2016
Tamarindo de Augusto dos Anjos
Na
Sombra de Augusto
Entre
as sombras escuras do eu profundo
Encontrei
o Augusto em meu caminho;
Os
seus versos furaram como espinho,
E, sua
sombra clareou o meu mundo.
Os
seus vermes pra mim foi o bem fecundo,
Despertando
do caos um Ser do ninho;
E o “Monólogo”
eu li bem baixinho,
Pra
descobrir o meu estro num segundo.
Vi o
medo nas “Cimas do Destino”
E
lembrei-me dos tempos de menino,
Sem
temer de encontrar a “dor chorando”.
Refletindo,
meu verso fez um arco,
E agradeço
ao poeta de Pau D’Arco,
Pela
sombra do Eu me iluminando.
Gilmar Leite
Braúna do Peito
Como
a velha braúna do sertão
Que
resiste ao rigor do sol ardente,
O
meu peito se mostra resistente
Enfrentando
um desértico verão.
Ele
é lírico em qualquer estação,
Tem
um tronco feliz e sorridente,
Os
seus galhos estão para o nascente
Com os
frutos sedosos da paixão.
Os ramais
estão sempre estendidos,
Ofertando
os abraços mais floridos
Entre
os beijos da paz e comunhão.
Nele
habita cantantes passarinhos
Que
felizes namoram, fazem ninhos,
Ofertando
a mais lírica canção.
Gilmar Leite
quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
Debaixo do Tamarindo
(Memorial Augusto dos Anjos)
Minha
Alma
Há tantas
coisas lindas que sei pouco
Apenas
sinto-as dentro do meu peito:
São
sentimentos livres, sem conceito,
Um
mar de versos que me deixa louco.
Às
vezes, sinto o meu ser ficar oco,
Na
solidão de Augusto sobre o leito,
Porém,
os Anjos apontam um jeito,
Para
fazer dos versos, meu reboco.
Surgem
crepúsculos sobre minh’alma!
Mas,
de repente a aurora me acalma,
Com
reflexos dos beijos da esperança.
Na
procela e na brisa em calmaria,
Vou tecendo o passar do dia- a- dia,
Com
as agulhas do meu ser criança.
Gilmar
Leite
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