O soneto abaixo é para Betinho (José Humberto) meu irmão, que nos deixou na flor da idade (30 anos), vítima de um acidente automobilístico, na época em que exercia o cargo de promotor de justiça em Caicó, Rn, no ano de 1985.
Saudade Fraterna
Hoje o peito transborda de saudade
De Betinho, nas noites de serestas,
Enfeitando o luar com belas festas
Dando acordes sutis, pela cidade.
O instrumento ficou na orfandade
Lamentando o adeus que lhe infesta,
De alguém que de forma bem modesta,
Fez seus tons eclodirem de verdade.
Quantas vezes o som do violão
Entoado com plácida canção
Fez nas almas singelos acalantos.
Os acordes que no meu peito invade
São momentos tristonhos de saudade,
De Betinho vertendo belos cantos.







