Pesquisar Este Blog

Carregando...

sábado, 24 de dezembro de 2016

     Natalina Lembrança

É natal! Noite luz do nascimento
Do menino Jesus, amor infindo,
A esperança renasce refulgindo
Bela crença de paz no sentimento.

Como Augusto no mórbido tormento
Entre as sombras do triste tamarindo,
No natal o meu peito não está rindo
Pela falta de mãe neste momento.

Mas a vida é presença e é ausência;
E no peito fulgura a consciência,
De um amor que renasce a esperança.

E é por isso que Rita Leite é vida!
O seu riso jamais é despedida;
Pois é luz natalina na lembrança.

                   Gilmar Leite

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Tamarindo de Augusto dos Anjos


           Na Sombra de Augusto

Entre as sombras escuras do eu profundo
Encontrei o Augusto em meu caminho;
Os seus versos furaram como espinho,
E, sua sombra clareou o meu mundo.

Os seus vermes pra mim foi o bem fecundo,
Despertando do caos um Ser do ninho;
E o “Monólogo” eu li bem baixinho,
Pra descobrir o meu estro num segundo.

Vi o medo nas “Cimas do Destino”
E lembrei-me dos tempos de menino,
Sem temer de encontrar a “dor chorando”.

Refletindo, meu verso fez um arco,
E agradeço ao poeta de Pau D’Arco,
Pela sombra do Eu me iluminando.

                                        Gilmar Leite
      Braúna do Peito

Como a velha braúna do sertão
Que resiste ao rigor do sol ardente,
O meu peito se mostra resistente
Enfrentando um desértico verão.

Ele é lírico em qualquer estação,
Tem um tronco feliz e sorridente,
Os seus galhos estão para o nascente
Com os frutos sedosos da paixão.

Os ramais estão sempre estendidos,
Ofertando os abraços mais floridos
Entre os beijos da paz e comunhão.

Nele habita cantantes passarinhos
Que felizes namoram, fazem ninhos,
Ofertando a mais lírica canção.

                                   Gilmar Leite






quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Debaixo do Tamarindo 
(Memorial Augusto dos Anjos)
 
 
           Minha Alma


Há tantas coisas lindas que sei pouco
Apenas sinto-as dentro do meu peito:
São sentimentos livres, sem conceito,
Um mar de versos que me deixa louco.

Às vezes, sinto o meu ser ficar oco,
Na solidão de Augusto sobre o leito,
Porém, os Anjos apontam um jeito,
Para fazer dos versos, meu reboco.

Surgem crepúsculos sobre minh’alma!
Mas, de repente a aurora me acalma,
Com reflexos dos beijos da esperança.

Na procela e na brisa em calmaria,
Vou tecendo o passar do dia- a- dia,
Com as agulhas do meu ser criança.

                                     Gilmar Leite