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terça-feira, 26 de maio de 2015

Foto de Gilmar Leite


                  Beija-Flor da Paz

O beija-flor da paz pousou em mim,
Ofertando o perfume da existência;
Hoje sinto no peito a pura essência
Exalar meu viver como um jasmim.

Na minha alma o tocar do querubim
Faz concertos no céu da consciência;
Cada tom tem o som duma regência
Afinando o meu ser com o seu clarim.

Entre afagos sutis de uma canção
Pulsa a flor do viver no coração,
Exalando o perfume da verdade.

Com meu peito vivendo o beija-flor
Sinto o canto da vida com fulgor
Me embriagar na paz da liberdade.

                                               Gilmar Leite
.

quarta-feira, 20 de maio de 2015




                  Embriagado

Ergo a taça sem fim da embriaguez,
Faço um brinde feliz que me fascina,
E, degluto a grandeza cristalina,
Sem ter medo da louca insensatez.

Sempre trôpego, perco a lucidez,
O torpor do controle me domina,
Sinto a mente no topo da colina;
E a vertigem me toma de uma vez.

Entre todos os bêbados do mundo
Sou o bêbado louco e moribundo
Procurando na taça uma alegria.

Levo quedas, mas busco caminhar,
Pois o álcool que vive a me moldar
No seu rótulo tem escrito: POESIA.

                                         Gilmar Leite

segunda-feira, 18 de maio de 2015

As netas de Zabé da Loca (Foto de Gilmar Leite)


          O Sorriso do Sertão

O riso da criança do sertão,
Tem as cores do mato na invernada,
A cantiga sutil da passarada,
O ribombo da máquina do trovão.

Sobre a tela do rosto uma expressão,
Tão alegre como flor orvalhada,
Solta pingos formando uma enxurrada,
Pra florir um jasmim no coração.

A ternura do sorriso inocente
Faz no rosto brotar uma semente,
Com perfume sutil da fantasia

Cada canto da face uma beleza,
Mostra a vida pulsando a natureza
Desenhando a paisagem da alegria.

                                          Gilmar Leite

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Foto de Gilmar Leite
(casa do cantador Vital Farias)


           Colibri Encantador


Como o azul colibri encantador
Com seu voo delicado e poético;
No meu peito o bater asa estético
Sente da vida o néctar da flor.

Dando voos do sensível promissor
Entre versos suaves da existência
No soneto descubro doce essência
Perfumando meu peito com amor.

Com o bico da estrofe delicada
Eu carrego a doçura orvalhada
Da poesia que pulsa com ternura.

Deixo o beijo na forma mais sensível
Do sentir colibri perceptível
Ofertado com plácida candura.

                                       Gilmar Leite 
Foto de Gilmar Leite 



                   Luz Interior

Não devemos jamais perder a luz
Que ilumina da vida o nosso sonho,
Sempre o tempo aniquila o tristonho
E uma aurora de paz logo reluz.

Mesmo quando sofremos numa cruz
Não devemos perder o ser risonho;
Mas sim, ressuscitar a luz do sonho,
E buscar os exemplos de Jesus.

Quando o escuro se faz muito presente
Nós devemos buscar a luz latente
Que ilumine o caminho renovado.
   
É preciso aceder à lamparina
Dando brilho a forma mais divina
Do momento feliz e tão sonhado.

                                      Gilmar Leite
Foto da Net


                    Mulher

Deusa, musa, encanto e sedução,
A mulher tem a flor do romantismo,
Que navega nos mares do lirismo
À procura de um porto coração.

Da natura, é a pura perfeição,
Uma eterna canção do classicismo;
Sua imagem do belo é realismo
Da presença de Deus na criação.

Os segredos do corpo feminino
Têm fulgores do lago cristalino,
E os encantos das plácidas delícias.

O seu beijo paixão é um doce mel,
Deixa os lábios nas flores do vergel
Como abelhas brincado de carícias.

                                       Gilmar Leite
Foto de Gilmar Leite



           Percepção Sensível

Vejo a aurora no ocaso ensanguentado,
O visível nas dobras do latente,
Lindas flores ocultas na semente,
O segredo da vida não mostrado.

Eu percebo no pranto o riso dado,
A frieza gritando o toque quente,
O negror expressando o reluzente,
O sozinho sorrindo acompanhado.

Eu enxergo o pequeno no maiúsculo,
A grandeza de um livro no opúsculo,
E, o sangue pulsando numa pedra.

Nas antíteses encontro o sol da vida,
Que reluz minha alma enternecida
Clareando o oposto que me medra.

                                          Gilmar Leite