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domingo, 30 de abril de 2017



      Bucólico Lirismo

Numa tarde de abril, sobre uma rede,
Abraçado com o teu corpo-menina,
Vendo a chuva, na forma de neblina,
Atirando alguns pingos na parede.

A rolinha matava a sua sede,
Sobre um córrego d’água cristalina;
E a beleza do sol, sobre a colina,
Parecia uma voz dizendo: vede!

A natura exalava um doce cheiro...
Vez enquanto pousava no terreiro.
Um sutil sabiá, muito elegante.

Contemplando a beleza do sertão,
Eu deixava que a flor da minha mão,
Deslizasse em teu corpo fascinante.

                                      Gilmar Leite

domingo, 2 de abril de 2017

O poeta Gilmar Leite declamando o soneto Nauta sem Rotas

domingo, 26 de março de 2017

O poeta Gilmar Leite declamando no Quiosque da Poesia o soneto Viagem

O poeta Gilmar Leite declamando Sertão da Minha Alma no Quiosque da Poesia

terça-feira, 21 de março de 2017



                   Olhares...

Vejo os versos olhando para mim
Penetrando na minh’alma sensível,
Transcendendo um ser perceptível
Perfumado igualmente um jasmim.

As palavras poéticas, sem fim...
São gotículas de chuvas do invisível,
De um poeta que se torna visível
Pra cantar como um anjo querubim.

Cada verso que brota do profundo
É a voz do meu peito junto ao mundo
Num diálogo sutil que me faz gente.

Vejo o verso e o verso me percebe
E revela meu corpo que se embebe
Na linguagem sensível transcendente.

                                      Gilmar Leite

terça-feira, 14 de março de 2017

Debaixo do Tamarindo de Augusto dos Anjos
 
 
        Tronco do Tamarindo

Quantas vezes, encostado neste tronco,
O tristonho Augusto solitário,
Fez da árvore um mórbido calvário,
Pra falar do hediondo mundo bronco

Cada galho inda faz um triste ronco
Relembrando o abraço solidário,
Duma árvore e um poeta legendário
Que nem o tempo causou o estronco.

Eles dois, não morreram reunidos,
Porém hoje se escutam os gemidos,
Do poeta “Debaixo do tamarindo”.*

Este velho parceiro de outrora
Muita vezes ficou de hora em hora
Escutando no verso a morte rindo.
.
                                    Gilmar Leite

*Titulo do Soneto do Poeta

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

                    Yasmim Yone 
 Yasmim Flor 

Foi num sonho feliz e encantado
Caminhando num plácido jardim,
Que encontrei a serena flor Yasmim
Com seu rosto sutil e delicado.

Sua pele de tom esbranquiçado,
Fez lembrar a beleza do jasmim,
E seu jeito infantil, um querubim,
Onde a bela criança é um reinado.

Entre as pétalas secretas da inocência
Uma rosa mulher de rara essência
Exalava o odor da sedução.

No meu sonho eu vi um beija-flor
Entre as flores, voando com amor,
Pra mostrar de Yasmim o coração.

                                      Gilmar Leite