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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Pôr-do-Sol na praia do Jacaré - Cabedelo, PB (Foto de Gilmar Leite)


        A jangada e o sol


Solitária, nas águas deslizando,
A jangada procura o seu recanto,
Trazendo na vela o suave canto
Da gaivota que vive solfejando.

Sob o céu, o crepúsculo pulsando,
Mostra o sol derramando ígneo pranto,
Onde as lágrimas do vermelho manto
Pinta as cores da tarde chorando.

A jangada ligeira vai embora...
O chegar noturno anuncia a hora
Da partida do sol, deixando o dia.

O encontro do sol com a jangada
Deixa à tarde vermelha ensanguentada
Num ambiente de doce nostalgia.

                                              Gilmar Leite

sábado, 6 de dezembro de 2014


                Ação do Verso


Sinto a imagem do verso olhar pra mim,
Adormeço na frase não escrita;
Nesse instante o silencio em mim grita,
Desconheço o começo e qualquer fim.

No meu peito o sensível é um clarim,
Sendo o solo da orquestra que se agita;
O meu corpo se move e se excita
E eu não sei se é bom ou se é ruim.

Abandono o sentido da razão,
Depois sinto o pulsar do coração,
Deixar meu pensamento submerso.

Em delírios me entrego à poesia...
A existência na minha alma se extasia,
Revelando meu ser na ação do verso.

                                                Gilmar Leite 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Minha mãe Rita Leite (à esquerda) e sua amiga Lurdes Perazo


             Rebento Materno

                           À minha mãe Rita Leite

Hoje, três de dezembro, neste dia,
Minha mãe rebentava para o mundo,
Vinte e seis, foi o ano, o bem profundo,
Que brotou minha flor, com alegria.

Grande luz, confidente e companhia,
Um viver que jamais eu me confundo,
Do sorriso exalava um ser tão fundo,
Cada afago era um mar de poesia.

Eu queria cobrir-lhe de presente,
Mas, seu corpo se faz de mim ausente,
Só me resta o perfume da lembrança.

É e por isso que busco a flor do verso
Pra sentir no meu peito o riso imerso
De mamãe me cobrindo de esperança.

                                                Gilmar Leite

domingo, 19 de outubro de 2014


            Réplica Carinhosa

               Ao Poeta e Companheiro Gilmar Leite


O teu verso recebo com carinho.
Sinto nele o perfume delicado
Que ficou nos lençóis do nosso ninho,
No momento vibrante e encantado.

Nas palavras sensíveis, teu caminho,
Se revela no canto ritmado.
Pelo "bico" sutil dum passarinho
O meu corpo, tão longe, é tocado.

Tem o néctar formoso do viver;
O sentido supremo do querer;
E a magia prazerosa da emoção!

Minha vida refeita ver o amor,
Acenando o adeus pra toda dor
Que um dia torturou meu coração.

                                      Rachel Rabelo

               Lírios de Poesia

                      À poetisa/companheira Rachel Rabelo

Ofereço os meus lírios de poesia
No delírio exalado do meu peito;
É meu jeito mostrar que tenho feito
O perfume que vem da fantasia.

Todo verso que minh’alma  extasia
É magia perfumada sem conceito,
Num canteiro perfeito que eu enfeito
Cada flor de verso com alegria.

Nos meus dedos sutis do coração
Tem canção dos poetas do sertão,
Revelando em sonetos os segredos.

As estrofes são gotas de perfumes
Com os lumes dos lindos vaga-lumes
Clareando a dureza dos rochedos.

                                       Gilmar Leite

quinta-feira, 2 de outubro de 2014


            Lustrais do Coração
                                 Soneto em parceria
Os cristais cintilantes da paixão
São as luzes divinas do querer,
Que iluminam o lustre do teu ser
No palácio sutil do coração.
Nossos corpos bailando no salão;
Belas velas que enfeitam o prazer.
O teu riso reflete sem temer
Os fulgores cadentes da emoção.
Candelabros luzentes dos desejos,
Resplandecem reflexos dos mil beijos,
Clareando um sentir que te ofereço.
Chaminés aquecendo com doçura
Cada toque surgido na candura,
Onde o brilho do amor tem endereço. 
                     Gilmar Leite e Rachel Rabelo
Minha mãe Rita Leite e a sua amiga Lurdes Perazo


              Retrato de Ternura

Quando vejo mamãe fotografada
Sinto o espinho cortante da saudade;
Um sentir melancólico me invade,
Pra deixar as retinas orvalhadas.

A lembrança do seu rosto de fada
Onde eu dava mil beijos de verdade
Faz a vida vencer a tempestade
Revivendo uma época encantada.

Com os olhos abertos ou fechados,
Eu percebo os seus atos fulgurados,
Na moldura do bem feito de flor.

Sempre vejo o retrato da ternura
De mamãe desenhando a arquitetura,
Num projeto de vida com amor.

                                             Gilmar Leite