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domingo, 8 de junho de 2014




                Olhar Interior

Ao olhar para dentro de meu peito
Vejo as flores mais lindas do sertão
A cantiga saudosa de um carão
O vaqueiro aboiando satisfeito
A imagem do roçado em tom perfeito
Os orvalhos no cálice de uma flor
A viola de um mestre cantador
Turbilhões de poemas saltitando
A sanfona Gonzaga ritmando
O meu sonho sertão encantador.

Quando eu olho meu peito sertanejo
Vejo “santas” rezando em procissão
A beleza possante de um alazão
Um sibito cantando num solfejo
O clarão do relâmpago em lampejo
As rosinhas florindo dos botões
A cantiga das águas nos grotões
O sorriso do velho fazendeiro
A rolinha cantando no terreiro
Transbordando meu peito de emoções.

Ao olhar para dentro do meu Ser
Vejo os vales da terra sertaneja
Cantadores travando uma peleja
O vermelho do sol a padecer
A manhã colorida alvorecer
As sutis borboletas multicores
O balé dos pequenos beija-flores
Uma estrada deserta sem ter fim
A brancura elegante do jasmim
Perfumando minh’alma com olores.

Quando eu olho no campo coração
Vejo as cores do homem camponês
O berrante estridente de uma rês
O namoro enxerido do azulão
Uma velha pisando no pilão
O campônio cuidando da boiada
As mandingas de toda meninada
Na parede a roupagem do vaqueiro
O pequeno clarão do candeeiro
Fulgurando minha alma encantada.


                                 Gilmar Leite

domingo, 11 de maio de 2014



               Flor de Maio

                                 À minha mãe Rita Leite 

No meu peito perfuma a flor de maio
Exalando mamãe no coração,
Florescendo o jardim recordação
Que meu ser sente a brisa do desmaio.

Uma leve canção do peito ensaio
Transcendendo da voz uma oração,
E desperto sonhando com a mão
De mamãe me tocando de soslaio.

Seu perfume, de essências delicadas,
Me conforta, nas frias madrugadas,
Quando maio refloresce a flor lembrança.

Sobre as plumas do lírio maternal,
Adormeço com o afago natural,
Tendo a flor de mamãe no ser criança.


                                                        Gilmar Leite

terça-feira, 25 de março de 2014

 
          Toques de Poesia
 
                    À poetisa/companheira Rachel Rabelo
 
Ofereço os meus lírios de poesia
Pra enfeitar o colar do teu sentir,
Onde sei que, em breve vai florir,
O jardim com florais da fantasia.
 
Entre as pétalas do mundo da magia
O perfume do verso vai surgir,
Pra tocar no teu peito e eclodir
A semente de um ser que me extasia.
 
Cada toque com ramos da beleza
Fluirá tua essência com leveza,
Sobre a forma dos cantos delicados.
 
Ao regar o teu peito de poeta,
Vai brotar da tua alma um ser esteta
Com rosário de versos perfumados. 
                                            Gilmar Leite

domingo, 3 de novembro de 2013




            Lenitivo pra Alma


Seu doutor, venho aqui me consultar.
Passe pra mim qualquer medicação,
Pois faz tempo que sofre o coração...
Eu não sei o que possa me curar.

O doutor disse: vá para um lugar
Onde tem belíssima animação,
É um circo, lá perto da estação,
O palhaço fará você vibrar.
 
Não existe remédio mais saudável
Do que vê o palhaço admirável,
Disparando o sorriso em estilhaço.
 
Doutor, este ser tão encantador,
Que faz o riso mascará à dor
Seu eu doutor, este pobre palhaço.

                                    Gilmar Leiteo mais saudável
Do que vê o palhaço admirável,
Disparando o sorriso em estilhaço.

Doutor, este ser tão encantador,
Que faz o riso mascará a dor,
Sou eu Doutor, este pobre palhaço!

 

sábado, 2 de novembro de 2013


Foto de Gilmar Leite

                           
                      Poeta
 
O poeta é um ser louco na razão
Que navega nos mares dos amores;
Faz mil voos como rápidos condores
E mergulha no fundo da paixão.
 
Muitas vezes prefere a solidão
Sem temer os punhais dos dissabores;
Faz a vida vencer terríveis dores
Quando o verso floresce da emoção.
 
Os seus braços estão sempre estendidos
Dividindo os afetos mais floridos,
Entre os ramos fraternos da união.
 
Solidário, sem grades nem conceito,
Tem as portas abertas do seu peito
Ofertando com amor o coração. 

                                  Gilmar Leite

domingo, 22 de setembro de 2013



                Coração Armado

Quem sempre tem o coração armado
Com os projeteis prontos para o mundo,
Deve sentir um pavor tão profundo
Que seu peito padece atormentado.

Sempre em riste, tem seu cano apontado,
Dando impressão, ser algum moribundo,
Com mil revoltas no seu sentir fundo
Faz loucos tiros, para todo o lado.

O turbilhão do medo é o seu fantasma
Onde o sofrer corrói como um quiasma
Tirando a luz sutil da consciência.

Nunca acredita com profundidade
Pois imagina o dono da verdade
Sentindo ser Deus na própria existência.

                                           Gilmar Leite
            Foto de Gilmar Leite

                A Verdade do Amor

A verdade do amor mostra a ternura,
Sobre os campos, florindo o respeito;
A bondade escorrendo sobre o peito
Em gotículas do bem, na forma pura.

É a nobre expressão da arquitetura
Dando abrigo da paz como conceito;
Ela cobre de afago, bem perfeito,
Nos levando pra máxima altura.

O seu canto, revela a harmonia,
Onde a voz do sentir é melodia,
Tendo a ética, como seu regente.

Ela mostra a verdade sendo Deus
Conquistando o sentir de alguns ateus,
Nos fazendo sentir sempre mais gente.

                                          Gilmar Leite