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domingo, 15 de fevereiro de 2015



             Jornada da Vida

Quando a vida nos pega de surpresa
Seja com flores, seja com espinhos,
Muitas vezes perdemos os caminhos
Sem saber qual a nossa natureza.
Um crepúsculo se deita na certeza;
Outras vezes, uma aurora radiante;
Sendo assim, damos passos adiante,
Descobrindo verdades escondidas,
E entre escuros e luzes coloridas
Somos sempre um eterno viajante.

Enfrentando os rochedos desalmados
Na procura incansável da vitória
Nós vivemos sonhando com a glória
Que nos leve aos prazeres mais alados.
Muitas vezes sentimo-nos cansados
Tremulando o alicerce da existência;
Mas a força voraz da persistência
Reconquista as latentes energias
De buscarmos com luz as alegrias,
Pra brilhar todo céu da consciência.

Na jornada da vida sempre temos
Desafios surgidos vez enquanto;
Muitas vezes vertemos nosso pranto
Sem sabermos se pra frente iremos.
Nesse mundo voraz em que vivemos
As cobranças sufocam nossa vida;
É preciso firmeza na subida,
Pra alcançarmos o pico da verdade,
Na conquista da nossa identidade
Onde a vida está sempre colorida.

                                          Gilmar Leite


sábado, 14 de fevereiro de 2015

    
      Brilho Descompassado

Um menino poeta e cantador
Que sabia trilhar certo endereço,
O abraço fraterno era o apreço
Ofertado com brilho e com valor.
Sempre tinha no peito a nobre flor
Exalando o perfume da amizade;
O seu riso era só sinceridade
Espalhado na face da atenção,
Onde o brilho pulsante da canção
Fulgurava nos campos da verdade.

Andarilho de muitas cantorias,
Sonhador nas plumas da querência
Defendia com força e persistência,
A nobreza das grandes companhias.
Cada amigo era o sol das alegrias,
Companheiro na estrada do sonhar,
Cada passo buscava conquistar,
Onde 01 + 01 era mais que 02
Para ele não tinha o “pra depois”
O seu pulso vivia pra abraçar.

Como a vida se faz pelo processo
Sucedendo momentos, outros ares,
O viver vai buscar outros lugares
Pois a vida não sonha retrocesso.
Muitas vezes as luzes do sucesso
Escurecem caminhos do passado
Apagando o pisar que já foi dado
E deixando pra trás muita poeira,
Um pião que buscou outra ponteira
E brilhando se faz descompassado.

                                    Gilmar Leite


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Pôr-do-Sol na praia do Jacaré - Cabedelo, PB (Foto de Gilmar Leite)


        A jangada e o sol


Solitária, nas águas deslizando,
A jangada procura o seu recanto,
Trazendo na vela o suave canto
Da gaivota que vive solfejando.

Sob o céu, o crepúsculo pulsando,
Mostra o sol derramando ígneo pranto,
Onde as lágrimas do vermelho manto
Pinta as cores da tarde chorando.

A jangada ligeira vai embora...
O chegar noturno anuncia a hora
Da partida do sol, deixando o dia.

O encontro do sol com a jangada
Deixa à tarde vermelha ensanguentada
Num ambiente de doce nostalgia.

                                              Gilmar Leite

sábado, 6 de dezembro de 2014


                Ação do Verso


Sinto a imagem do verso olhar pra mim,
Adormeço na frase não escrita;
Nesse instante o silencio em mim grita,
Desconheço o começo e qualquer fim.

No meu peito o sensível é um clarim,
Sendo o solo da orquestra que se agita;
O meu corpo se move e se excita
E eu não sei se é bom ou se é ruim.

Abandono o sentido da razão,
Depois sinto o pulsar do coração,
Deixar meu pensamento submerso.

Em delírios me entrego à poesia...
A existência na minha alma se extasia,
Revelando meu ser na ação do verso.

                                                Gilmar Leite 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Minha mãe Rita Leite (à esquerda) e sua amiga Lurdes Perazo


             Rebento Materno

                           À minha mãe Rita Leite

Hoje, três de dezembro, neste dia,
Minha mãe rebentava para o mundo,
Vinte e seis, foi o ano, o bem profundo,
Que brotou minha flor, com alegria.

Grande luz, confidente e companhia,
Um viver que jamais eu me confundo,
Do sorriso exalava um ser tão fundo,
Cada afago era um mar de poesia.

Eu queria cobrir-lhe de presente,
Mas, seu corpo se faz de mim ausente,
Só me resta o perfume da lembrança.

É e por isso que busco a flor do verso
Pra sentir no meu peito o riso imerso
De mamãe me cobrindo de esperança.

                                                Gilmar Leite

domingo, 19 de outubro de 2014


            Réplica Carinhosa

               Ao Poeta e Companheiro Gilmar Leite


O teu verso recebo com carinho.
Sinto nele o perfume delicado
Que ficou nos lençóis do nosso ninho,
No momento vibrante e encantado.

Nas palavras sensíveis, teu caminho,
Se revela no canto ritmado.
Pelo "bico" sutil dum passarinho
O meu corpo, tão longe, é tocado.

Tem o néctar formoso do viver;
O sentido supremo do querer;
E a magia prazerosa da emoção!

Minha vida refeita ver o amor,
Acenando o adeus pra toda dor
Que um dia torturou meu coração.

                                      Rachel Rabelo

               Lírios de Poesia

                      À poetisa/companheira Rachel Rabelo

Ofereço os meus lírios de poesia
No delírio exalado do meu peito;
É meu jeito mostrar que tenho feito
O perfume que vem da fantasia.

Todo verso que minh’alma  extasia
É magia perfumada sem conceito,
Num canteiro perfeito que eu enfeito
Cada flor de verso com alegria.

Nos meus dedos sutis do coração
Tem canção dos poetas do sertão,
Revelando em sonetos os segredos.

As estrofes são gotas de perfumes
Com os lumes dos lindos vaga-lumes
Clareando a dureza dos rochedos.

                                       Gilmar Leite