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quinta-feira, 8 de novembro de 2012


 
           Belezas do Mar
 
 
Andei sobre a praia de areia branquinha
Sentindo os afagos da brisa maneira
Coqueiros gigantes iguais a palmeira
Mandavam adeus para água marinha
Uma aura chegava de leve e mansinha
Tocando o meu corpo num doce bailar
Gaivotas pequenas no espaço a voar
Faziam desenhos no céu azulado
Senti no meu peito um delírio encantado
Beijando meu corpo na beira do mar.
 
Olhei para as ondas tocando os rochedos
O som parecia o gritar duma fera
Fiquei me lembrando da negra pantera
Na mata rosnar provocando mil medos.
O mar revelava sublimes segredos
Num grande painel de beleza sem par
O mundo marinho me fez comprovar
O grande poder do senhor natureza
Que mostra pra gente profunda beleza
Num lindo desenho na beira do mar.
 
Parei para olhar os peixinhos brincando
Nas águas cristais da serena piscina
Seus saltos ligeiros de forma grã-fina
Deixavam meus olhos nas águas nadando
Crustáceos dançavam na terra pulando
Depois no buraco buscavam um lugar
Subi num barranco pra ali contemplar
Meninos fazendo castelos de areia
Com calma esperando fidalga sereia
Cantando galope na beira do mar.
 
Sentei-me num banco de areia macia
No canto onde as águas beijavam meus pés
No mar navegavam pequenos corcéis
Cruzando as ondas com linda magia
O sol bem vermelho da tarde fugia
Tocando as espumas no belo pintar
Um velho no barco vivia a pescar
Jogando o anzol nas águas vermelhas
O sol atirava pequenas centelhas
Deixando reflexos na beira do mar.                      

sexta-feira, 26 de outubro de 2012



                Impossibilidade
 
 
Nunca espere florir quando é outono,
Nem carinhos das garras do chacal;
Não conceba que pode ser o dono
Dominando alguém sob um curral.
 
Nunca pense que o inverno glacial
Nos aquece causando um leve sono;
Nem mudar os sabores do oceano,
Pondo o doce, tirando o amargo sal.
 
Não se pode impedir a luz do sol,
Nem mudanças nas cores do arrebol.
Imagine o pulsar de um coração!
 
Vigiar, ser juiz do sentimento,
É tentar impedir soprar o vento,
Ou prender o oceano sobre a mão.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012


                   Sol da Vida

Quando a vida faz curvas de incerteza
Como a luz do crepúsculo no poente,
É preciso buscar dentro da gente
Uma aurora no sol da fortaleza.

Muitas vezes perdemos a certeza
Nos abismos da dor inconseqüente,
Tendo o mundo caindo de repente
Machucando o sensível com dureza.

Não devemos deixar que nosso sonho
Escureça no ocaso tão tristonho
Impedindo andarmos para frente.

É preciso lembrar que somos forte
Vendo a luz do viver como um norte
Pra vencer a incerteza no presente.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012



                   Cantigas do Coração


Como os plácidos sons da fonte cristalina
No silencio da branda mata adormecida,
No meu peito a cantiga dúlcida da vida
Mostra a música da maneira mais divina.

Como os tons dos cantos na hora matutina
Dos concrizes nos galhos duma margarida,
A minh’alma desperta sempre enternecida
Ofertando o cantar de forma bem grã-fina.

Os acordes do mar mostrando mil procelas,
As sinfônicas músicas, sempre tão belas,
Vibram sempre nos mares na minha emoção.

A canção dos cristais mostrando sutileza...
A ternura dos pingos sobre a correnteza,
Eu comparo a cantiga do meu coração.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Foto de Rachel Rabelo



          Perfume das Flores

Sobre a seda das flores delicadas
Resplandecem perfumes mais sutis,
Onde pousam pequenos colibris
Procurando poucinhas orvalhadas.
Borboletas com as asas prateadas
Dão mil beijos na flor com esperança;
O concriz sobre o galho se balança
Envolvido com plácidos olores;
O perfume do cálice das flores
Tem essência do riso da criança.

As abelhas em bandos peregrinos,
Seduzidas, procuram a flor mais fina,
Sobre a pétala a gotinha cristalina
Tem pureza do riso dos meninos.
Entre as folhas os córregos divinos,
Cintilantes, se mexem numa dança,
O xexéu ergue o peito com pujança
Seduzido com o cheiro dos verdores,
O perfume do cálice das flores
Tem essência do riso da criança.

Lindas flores evola o seu perfume
Expressando o orvalho cintilante,
Sobre o corpo da pétala elegante
Sempre pousa um pequeno vaga-lume.
As estrelas no céu como um cardume
De peixinhos, revela linda dança,
Cada cena demonstra uma aliança
Da natura vertendo os esplendores,
O perfume do cálice das flores
Tem essência do riso da criança.

Basta andar nas veredas do jardim
Pra sentir o perfume que há na flor,
Penetrando no peito com fulgor
Envolvendo o sensível no festim.
Cada cena parece não ter fim
Da natura movente que não cansa
A beleza da flor é como a trança
Do reflexo do sol com mil fulgores,
O perfume do cálice das flores
Tem essência do riso da criança.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012


                            Cantiga

A cantiga que no meu peito aterra
Tem o cheiro do campo, cor das flores,
Os acordes dos mestres cantadores
As sementes que germinam da terra.

Desde o vale, campina até a serra,
O meu tom se mistura com os verdores,
Onde o canto revela os esplendores
Abafando a tristeza que se encerra.

No roçado vibrante da cantiga
Sempre planto a semente mais amiga
Pra florir meu roçado coração.

Entre as cordas vibrantes da viola
O perfume da minha alma se evola
Revelando a cantiga do sertão.

segunda-feira, 30 de julho de 2012



           Alma de Cantador

No meu peito palpita as cantorias
Dos poetas cantadores andarilhos,
O meu canto revela longos trilhos
As manhãs do sertão nas invernias.

Minha voz tem gorjeios de alegrias
Uma mãe afagando os seus filhos,
A criança mostrando doces brilhos
Os orvalhos pingando em calmarias.

Nos acordes, imagens do sertão,
São paisagens do canto coração,
Entre os tons do meu peito cantador.

O cantar faz borbulho nos meus dedos!
Como o lindo concriz nos arvoredos,
Solto a voz do meu canto sonhador.

quarta-feira, 18 de julho de 2012



                Saudoso Cenário

Um pequeno carrinho de madeira
Arrastado num plácido cordão,
Dando giros, correndo sobre a mão,
Um ligeiro pião de goiabeira.
Minha vida era só de brincadeira
Construindo a feliz aliança.
Hoje guardo no cofre da lembrança
As imagens dum tempo imaculado;
No saudoso cenário do passado
Vejo o filme do tempo de criança.

O cavalo de pau sempre ligeiro
Cavalgava no campo da inocência;
A natura pra mim era a essência
Onde o peito sentia-se maneiro.
O bodoque de pau de marmeleiro
Atirava mil flechas de esperança;
No veloz pajeú fazia uma dança
Sobre as águas cruzando lado a lado;
No saudoso cenário do passado
Vejo o filme do tempo de criança.

A biloca corria nos meus dedos
A peteca beijava a minha mão;
Uma pipa buscava a imensidão
Onde habitam inóspitos segredos.
Sob a sombra dos velhos arvoredos
Escutava os concrizes na festança;
Foi um tempo de mágica bonança
Que revelo do meu peito inspirado;
No saudoso cenário do passado
Vejo o filme do tempo de criança.

Cada imagem vivida no sertão
Faz brotar do sentir lindo momento;
Cada cena demonstra o sentimento
Revelado na voz do coração.
O passado me traz recordação

Revivendo no peito uma herança
Dum menino coberto de pujança,
Que vivia no campo o seu reinado
No saudoso cenário do passado
Vejo o filme do tempo de criança.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

O Brasil perdeu na terça-feira (26/0602012) um dos seus maiores artistas na área musical. Esse Ser de Flores durante toda sua vida cantou o Brasil de forma profunda. Quando não existia a palavra ecologia, o cantador da mata atlântica já alertava para as questões ambientais e a preservação das nossas florestas. A criança também foi sua tônica poética/musical, mostrando através da arte o mundo infantil,  com seus encantos e fantasias. O multinstrumentista foi um pesquisador dos cantos do "Divino Espírito Santos", os quais são enfatizados nas festas de fulias e celebrações religiosas do Brasil interior. Enfim, "O Anjo da Terra" Dércio Marques vestiu as cores verdadeiras da arte musical do Brasil. Com certeza o anjo de flores Dércio Marques deve está cantando para os querubins no espaço celestial, encantando anjos e santos através da sua voz belíssima e seu tocar delicado.

           Um Ser de Flor

                                          À Dércio Marques

Caminhei no jardim do paraíso
Onde flora a beleza da existência,
Vi a flor exalando a pura essência
Sobre a forma divina dum sorriso.
Dum pequeno botão lindo e preciso
Eclodia um Ser de singeleza,
Era Deus revelando a natureza
Duma flor perfumada de esperança,
Onde as pétalas sutis do Ser criança
Encantava a minha alma de beleza.

Eu fiquei contemplando o Ser divino
Exalando seu mundo de inocência
Os orvalhos cristais da transparência
Cintilavam no rosto pequenino.
O seu jeito delicado e cristalino
Expressava da vida a flor ternura,
Cada planta se curvava com brandura
Ofertando respeito e reverência,
Onde os galhos sutis da consciência
Tinham Deus na divina criatura.

Até mesmo o uirapuru cantador
Seresteiro que cala os outros cantos
Sobre o galho calou-se com encantos
E ficou contemplando o Ser de flor.
Na floresta formou-se um esplendor
Ao redor da divina criação.
A cascata parou sua canção
E ficou sobre a rocha enternecida,
Vendo a flor ofertando a luz da vida
Através dum divino coração.

Um sutil vaga-lume reluzente
Ofertava os fulgores à criança;
Do meu peito brotava a esperança
Me deixando feliz e mais contente.
Compreendi a grandeza da semente
Quando brota e depois revela a flor.
Vi que a vida se mostra com amor
Entre os ramos floridos da pureza,
Da criança exalando sutileza...
Uma aurora espargindo seu fulgor.

terça-feira, 19 de junho de 2012



              Crepúsculo Sertanejo

Quando a tarde desmaia no sertão
Todo o céu se desenha ensanguentado,
Cada galho do arbusto despelado
Faz lembrar o romeiro em procissão.

O inhambu solta a voz numa canção
Que o vivente estremece arrepiado,
Uma velha com rosto bem fechado
Ergue os braços, fazendo uma oração.

A asa-branca dolente solta um canto!
O ocaso vermelho mostra o manto
Sobre a copa da mata ressequida.

O sertão fica mais meditativo
Quando o sol se desmancha lenitivo,
Pondo sombras no coração da vida.

domingo, 17 de junho de 2012



               Momentos Líricos

                         Autoria: Gilmar Leite e Rachel Rabelo

Deitei-me na praia dos líricos beijos
Sentindo os afagos da mão carinhosa;
A brisa macia da boca formosa
Tocava meu corpo com leves desejos.
Os dedos faziam serenos gracejos...
As ondas marinhas na pele a tocar,
Trazendo segredos num doce bailar
Mostravam delírios dos sonhos amantes
Dançando na bruma dos beijos vibrantes
Trocando carícias na beira do mar.

Deixei os vestígios de belos momentos
Nas alvas areias do corpo encantado
O sol desenhava um delírio dourado
Na praia sublime dos meus sentimentos
No céu dos prazeres sopravam mil ventos
Erguendo meus lábios num meigo dançar
Os peixes sedentos vieram olhar
As cenas amantes de livres amores
O quadro divino de vários fulgores
Mostrando desejos na beira do mar.

Nas nuvens, desenhos, faziam folias,
Imagens dos corpos deitados na praia,
A branca menina da tez de cambraia
Sereia divina mostrava alegrias
Instantes repletos de doces magias
Fazendo um galope do peito saltar
Na rima perfeita se fez declamar
Amores cristais dos sentires profundos
Unindo a grandeza de líricos mundos
Cobrindo de amores a beira do mar.

terça-feira, 5 de junho de 2012



                      Saudade do Mar

Saudade do mar afagando meu peito
Deixando gotículas das águas divinas,
Sorriso sutil das conchinhas grã-finas
Nas brancas areias fazendo trejeitos.
Coqueiros gigantes mostrando efeitos
Dos ventos velozes beijando a tocar;
As palhas dançando no lindo bailar
Mostrando seu corpo faceiro elegante;
O sol majestoso num toque vibrante
Mostrava reflexos na beira do mar.

Eu fico lembrando as águas mansinhas
Tocando meus pés com carinho maneiro;
A brisa beijando um lendário coqueiro
Espumas surgindo de cores branquinhas.
Peixinhos saltando nas águas marinhas,
Crustáceos correndo num doce brincar,
Barqueiros buscando no mar navegar
Enfrentando a ira das grandes procelas,
São cenas vibrantes das cores mais belas
Trazendo a saudade pra beira do mar.

Saudade das tardes de cores sangrentas
Mostrando o crepúsculo na crista das ondas,
Gaivotas velozes fazendo mil rondas
Pousando nas dunas, ficando atentas.
Lembranças das ondas brutais barulhentas
Mostrando o furor do oceano a jorrar,
Rochedos gigantes ficando a tombar,
Castelos de areias levado nas águas,
O velho barqueiro vertendo mil mágoas
Cantando a saudade na beira do mar.

Minha alma lateja de muita saudade
Da linda manhã contemplando o oceano,
Olhando os poderes do mar soberano
Sentindo meu peito pulsar de verdade.
Instantes sublimes meu corpo invade
Tocando a lembrança que vive a dançar;
Desenhos nos sonhos, eu busco pintar,
Mostrando meu mundo de pura magia
Com toques de cantos, com doce poesia,
Sentida e cantada na beira do mar.

quinta-feira, 31 de maio de 2012


                    Desprendimento

                              Soneto em parceria dedicado a Linda Passos

Como vim para o mundo ser ter nada!
Também não levo nada após a vida;
Trouxe apenas minh’alma enternecida,
Deixo aqui, algum verso em revoada! *

Não me vale a nobreza inventada!
Vim pra terra descalça e bem despida;
Nenhum bem vou levar na minha ida,
Fica a arte na voz, por mim cantada. **

Deixo o amor, a justiça e a bondade!
Levo apenas os lírios da vaidade,
Dos meus versos falando da criança. *

Ficarão os meus atos de humildade!
Vão comigo os fulgores da verdade,
Construídos com luzes da aliança. **


                                      *Gilmar Leite
                                   **Rachel Rabelo

sexta-feira, 25 de maio de 2012



            Sonho Beija-Flor

Um dourado e pequeno beija-flor
Acordou-me beijando o coração,
Minha flor despertou de comoção
Sobre a forma sensível do amor.

O meu peito sentiu o esplendor,
Do sutil colibri da doação,
Dando beijos na flor da paixão
Que meu sonho sentiu todo o sabor.

Eu senti o beijar do cuitelinho
No sensível tocar bem de mansinho
Penetrando no cálice do meu peito.


Os orvalhos do bico pequenino
Escorreram com toque cristalino
Sobre a flor do sonho bem perfeito.

quarta-feira, 23 de maio de 2012


         Lembranças Sensuais

A lembrança dos toques mais sutis,
A saudade do afago levemente,
Os orvalhos do beijo transparente
Com levezas dos lindos colibris.

A memória dos dedos reluzentes
Escorrendo no corpo com leveza,
Um olhar demonstrando sutileza
Desejando carinhos envolventes.

As entregas dos corpos desejados,
Os prazeres de mundos encantados,
Explodindo na carne sensual.

A partilha de abraços comoventes,
Envolvidos de corações contentes
Numa entrega de forma natural.

           Bêbado de Poesia

Sempre eu bebo poesia todo dia,
Sou alcoólatra na taça da emoção,
Que perdido no mundo da razão
Eu me encontro no canto da magia.

Cada gole que dou com maestria
Sinto o verso surgir do coração,
Aumentando no peito a sensação
Com efeitos que minh’alma extasia.

Eu vivo ébrio no sol da lucidez!
A poesia revela a embriaguez
Que me rouba o fulgor da consciência.

Cada verso me deixa intoxicado
Ofertando o meu peito delicado
Sobre as plumas da doce existência.

terça-feira, 22 de maio de 2012


         Canto de Ternuras

                              À malunga/cantadeira Mônica Albuquerque

Sinto o peito pulsando mil cantigas
Dos concrizes cantando em serenatas
Os orvalhos descendo em cascatas
Dando beijos nas flores mais amigas.
Sinto as vozes das músicas antigas
Renovando o meu peito cantador
Cada tom com ternuras duma flor
Transformado num plácido acalanto
Onde o riso ofusca a dor pranto
Ofertando uma orquídea de amor.

Sinto a vida brilhando nos meus dedos
Nas canções do meu tempo de criança
Quando o sol fulgurava uma esperança
Na ternura dos dúlcidos brinquedos.
Hoje o canto demonstra meus segredos
Quando o peito se faz em cantorias
São as minhas serenas alegrias
Dedilhadas nos tons da liberdade
Revelando minh’alma com verdade
Como o sol quando surge com magias.

sábado, 19 de maio de 2012



        Consciência de Condores

Sinto a vida como os grandes condores
Dando vôos, desfrutando a liberdade,
Renovando os pilares da verdade
Pra na vida sentir outros amores.

Afastando as tempestades das dores
Já não sinto as lâminas da saudade,
No meu peito uma alegria me invade
Como a rosa sentidos os beija-flores.

O passado coberto de tumultos
Se perdeu no ocaso de alguns vultos
Pra surgir uma aurora na existência.

Hoje eu tenho certeza do que fiz!
Para mim importante é ser feliz
Quando a vida se faz da consciência.

sábado, 12 de maio de 2012

Com meu irmão Roberto Leite, minha mãe Rita Leite e Lucinea (cunhada)


          Recíprocos Presentes

De mamãe, eu queria um presente,
Era tê-la de novo em minha vida,
Receber a sua alma enternecida
Pra deixar o viver sempre contente.

Eu queria vivê-la novamente
E chamá-la de novo de querida,
Ofertar a mais bela margarida
Vê seu peito se abrir como a semente.

Os meus braços seriam cobertores!
Jogaria no seu corpo lindas flores
E deitava no colo o coração.

Eu faria os afagos com mil beijos,
E teria dos lábios os lampejos
Me tocando com doce comoção.

          Saudade Materna

Que saudade da minha mãe sorrindo,
Mostrando a aurora viva do seu rosto,
Como o claro luar do mês de agosto
E os fulgores da linda flor se abrindo.

A saudade me faz ficar sentindo
O viver de mamãe sempre disposto,
Pois a vida jamais foi um sol posto
Era um mundo feliz sempre se abrindo.

A ternura, leveza e mansidão,
Eram a rosa feliz do coração
Ofertando a bondade de presente.

A saudade constante do seu riso
Deixa o peito batendo mais preciso
Sendo a luz da lembrança que a alma sente.

sexta-feira, 11 de maio de 2012



           Ânsias de um Poeta

                                                        À Petrucia Nóbrega

Meia-noite acordo, numa ânsia imensa,
Meu coração palpita desvairado;
Sinto o cérebro todo iluminado
E a sensação que deixa alma suspensa.

O voraz lobo da poesia intensa
Deixa todo o meu corpo extasiado,
Lambendo a pele do meu peito alado
Cravando os dentes da sensação densa.

Desvairado, meu peito sente um susto!
Surgem mil versos sobre meu arbusto,
Arrancando os galhos da consciência.

Dilacerado, como uma frágil presa,
Sinto a poesia pulsando a natureza,
Rasgando a carne da minha existência.

domingo, 6 de maio de 2012



                         Meu Canto

                                Ao poeta/cantador Vital Fárias 

Eu canto. Canto com a voz que a alma sente!
Canto a tristeza da vida sofrida,
Onde as lágrimas de um viver descrente
Ressecam o peito, abrindo uma ferida.

Também canto a grandeza da semente
Quando germina, formando uma vida,
Canto o feliz amor, sempre crescente,
Como a criança de alma enternecida.

Canto. Porque cantando, me alimento!
Faço nascer à flor do sentimento,
Entre os rochedos de um mundo tão árido.

Nessa mistura de pranto e sorriso
Eu sinto o peito cada vez mais ávido,
Para cantar o meu canto tão preciso.