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terça-feira, 19 de junho de 2012



              Crepúsculo Sertanejo

Quando a tarde desmaia no sertão
Todo o céu se desenha ensanguentado,
Cada galho do arbusto despelado
Faz lembrar o romeiro em procissão.

O inhambu solta a voz numa canção
Que o vivente estremece arrepiado,
Uma velha com rosto bem fechado
Ergue os braços, fazendo uma oração.

A asa-branca dolente solta um canto!
O ocaso vermelho mostra o manto
Sobre a copa da mata ressequida.

O sertão fica mais meditativo
Quando o sol se desmancha lenitivo,
Pondo sombras no coração da vida.

Um comentário:

  1. Só quem é inspirado "paisageia" tal a paisagem!

    Abraços poéticos!

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