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terça-feira, 25 de março de 2014

 
          Toques de Poesia
 
                    À poetisa/companheira Rachel Rabelo
 
Ofereço os meus lírios de poesia
Pra enfeitar o colar do teu sentir,
Onde sei que, em breve vai florir,
O jardim com florais da fantasia.
 
Entre as pétalas do mundo da magia
O perfume do verso vai surgir,
Pra tocar no teu peito e eclodir
A semente de um ser que me extasia.
 
Cada toque com ramos da beleza
Fluirá tua essência com leveza,
Sobre a forma dos cantos delicados.
 
Ao regar o teu peito de poeta,
Vai brotar da tua alma um ser esteta
Com rosário de versos perfumados. 
                                            Gilmar Leite

domingo, 3 de novembro de 2013




          Tristeza de um Palhaço


Seu doutor, venho aqui me consultar.
Passe pra mim qualquer medicação,
Pois faz tempo que sofre o coração...
Eu não sei o que possa me curar.

O doutor disse: vá para um lugar
Onde tem belíssima animação,
É um circo, lá perto da estação,
O palhaço fará você vibrar.

Não existe remédio mais saudável
Do que vê o palhaço admirável,
Disparando o sorriso em estilhaço.

Doutor, este ser tão encantador,
Que faz o riso mascarar a dor
Seu eu doutor, este pobre palhaço.

                                   
                                      Gilmar Leite

sábado, 2 de novembro de 2013


Foto de Gilmar Leite

                           
                      Poeta
 
O poeta é um ser louco na razão
Que navega nos mares dos amores;
Faz mil voos como rápidos condores
E mergulha no fundo da paixão.
 
Muitas vezes prefere a solidão
Sem temer os punhais dos dissabores;
Faz a vida vencer terríveis dores
Quando o verso floresce da emoção.
 
Os seus braços estão sempre estendidos
Dividindo os afetos mais floridos,
Entre os ramos fraternos da união.
 
Solidário, sem grades nem conceito,
Tem as portas abertas do seu peito
Ofertando com amor o coração. 

                                  Gilmar Leite

domingo, 22 de setembro de 2013



                Coração Armado

Quem sempre tem o coração armado
Com os projeteis prontos para o mundo,
Deve sentir um pavor tão profundo
Que seu peito padece atormentado.

Sempre em riste, tem seu cano apontado,
Dando impressão, ser algum moribundo,
Com mil revoltas no seu sentir fundo
Faz loucos tiros, para todo o lado.

O turbilhão do medo é o seu fantasma
Onde o sofrer corrói como um quiasma
Tirando a luz sutil da consciência.

Nunca acredita com profundidade
Pois imagina o dono da verdade
Sentindo ser Deus na própria existência.

                                           Gilmar Leite
            Foto de Gilmar Leite

                A Verdade do Amor

A verdade do amor mostra a ternura,
Sobre os campos, florindo o respeito;
A bondade escorrendo sobre o peito
Em gotículas do bem, na forma pura.

É a nobre expressão da arquitetura
Dando abrigo da paz como conceito;
Ela cobre de afago, bem perfeito,
Nos levando pra máxima altura.

O seu canto, revela a harmonia,
Onde a voz do sentir é melodia,
Tendo a ética, como seu regente.

Ela mostra a verdade sendo Deus
Conquistando o sentir de alguns ateus,
Nos fazendo sentir sempre mais gente.

                                          Gilmar Leite

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Foto de Gilmar Leite na Granja Pitumirim (Conde, PB) de Ricardo  Lucena

 Abraço da Simplicidade 

                        À Poetisa/Companheira Rachel Rabelo 

É preciso plantar simplicidade
Evitando os espinhos da arrogância;
Afastar os cascalhos da ganância,
Pra exalar o perfume da humildade.

É preciso brotar cumplicidade,
Sendo a vida o sentido da fragrância;
Ter o abraço gentil, como elegância,
Que envaidece a beleza da verdade.

Partilhar, dividir e ser plural,
Aumentando o fluir do bem real,
Onde a água do amor seja constante.

Sendo assim, o fulgor da comunhão,
Vai brilhar sobre o campo coração,
Florescendo a bondade triunfante.

                                     Gilmar Leite

sábado, 31 de agosto de 2013

Praia do Bessa, João Pessoa, PB (Foto de Gilmar Leite)
  EU E O MAR
Como todo sertanejo, tenho paixão pelas águas. Os orvalhos cristalinos fazendo lagoas no cálice das flores; os córregos cristalinos borbulhando no coração da caatinga; as enchentes do Pajeú das Flores (Rio da minha Aldeia); tudo isso, acaricia minha alma e embevece meu espírito. Deslocado do sertão, à beira do mar, fico extasiado diante da imponência e inquietude do mar. Hoje, pela manhã, caminhando nas areias da praia do Bessa, João Pessoa, fiquei meditando e envolvido com os movimentos da águas e o bailar das ondas. Diante disso, vai um singelo galope à Beira do Mar.
                 Na Beira do Mar
Dei beijos na brisa do mar cristalino
Toquei no profundo das águas latentes
Senti as sereias com cantos dolentes
Perdidas nas ondas, chorando o destino.
Vi o brilho fulgente do meigo menino
Catando conchinhas num doce buscar
As ondas surgiam num lindo bailar
Deixando as espumas nas alvas areias
Banhando de branco fidalgas sereias
Sorrindo e cantando na beira do mar.

Na beira do mar vi ostrinhas pequenas
Sutis borboletas com asas de sedas
Beijar o veludo das ondas mais quedas
Trocando caricias nas águas serenas.
O mar demonstrava mil cores amenas
Pintando o horizonte com tons de encantar
O nauta veloz, como um deus do lugar,
Saltava no barco, partia ligeiro,
Sentado no banco do velho veleiro
Olhava os amores na beira do mar.

Crustáceos pequenos saltavam felizes
Em bandos brincavam na beira da praia
Espumas bordadas da cor de cambraia
Mostravam do mar belíssimos matizes
As ondas surgiam em leves deslizes
Tocando nos corpos num doce beijar
Pequenas gaivotas no céu a voar
Num lindo balé enfeitavam o espaço
Pintando de branco, fazendo seu traço,
Deixando mais plácido a beira do mar.
                                                   
                                                Gilmar Leite

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Lua Cheia Sob o Céu de João Pessoa (Fotografia de Gilmar Leite)
 
            Deusa dos Amantes
 
Tu és mulher dos poetas sonhadores
Que seduz os corações amantes;
Tens o brilho dos lindos diamantes
E morada encantada dos amores.
 
O teu corpo libera os esplendores
Transformados em versos radiantes,
Ofertando os reflexos fulgurantes
Com plumagem de plácidos condores.
 
Os teus beijos de cor amarelada,
Tem afetos do sol da madrugada,
Teu parceiro de auroras e ocasos.
 
Tu és formosa, sublime, meiga e santa,
A beleza do teu sorriso é tanta,
Que os olhos em lágrimas ficam rasos.
 
                                           Gilmar Leite